Pramlintida como adjuvante à insulinoterapia melhora controle glicêmico e de peso a longo prazo em pacientes com diabetes tipo 2
Pramlintida como adjuvante à insulinoterapia melhora controle glicêmico e de peso a longo prazo em pacientes com diabetes tipo 2
Hollander PA, Levy P, Fineman MS, Maggs DG, Shen LZ, Strobel SA, et al.
Diabetes Care
Resumo
Este ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou a eficácia e segurança da pramlintida como terapia adjuvante à insulina em pacientes com diabetes tipo 2 ao longo de 52 semanas. A pramlintida é um análogo sintético da amilina, hormônio pancreático co-secretado com a insulina que regula a glicemia pós-prandial.
Os pacientes, já em uso de insulina com ou sem agentes orais, foram randomizados para receber pramlintida em doses de 30, 75 ou 120 mcg subcutâneos três vezes ao dia antes das refeições, ou placebo. O desfecho primário foi a variação da HbA1c em relação ao basal.
Os resultados demonstraram que a pramlintida na dose de 120 mcg produziu:
- Redução sustentada da HbA1c ao longo das 52 semanas
- Perda de peso associada, em contraste com o ganho de peso típico da intensificação insulínica
- Redução das excursões glicêmicas pós-prandiais
- Sem aumento na taxa de hipoglicemia grave em comparação ao placebo
A combinação de melhora glicêmica com perda de peso é particularmente significativa, já que a intensificação da terapia insulínica geralmente resulta em ganho ponderal. O mecanismo da pramlintida envolve lentificação do esvaziamento gástrico, supressão da secreção de glucagon pós-prandial e promoção de saciedade. Este estudo foi fundamental para a aprovação da pramlintida (Symlin) como adjuvante à insulina pelo FDA.
Peptídeo Relacionado
Pramlintide
Symlin, Pramlintida, Acetato de Pramlintida
Análogo sintético da amilina humana, com peso molecular de aproximadamente 3.949,4 Da. A amilina é um hormônio co-secretado com a insulina pelas células beta pancreáticas. A pramlintida possui substituições de prolina nas posições 25, 28 e 29, conferindo solubilidade e estabilidade superiores ao peptídeo nativo. Aprovada como adjuvante à insulina no tratamento de diabetes tipo 1 e tipo 2.