Regulação Hormonal Aprovado FDA

Gonadorelin

Também conhecido como: GnRH

Identificadores Moleculares

Fórmula Molecular

C55H75N17O13

Número CAS

33515-09-2

PubChem CID

638793

Peso Molecular

1182.29 Da

Visão Geral

Hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). Estimula liberação de LH e FSH pela hipófise. Pesquisa em eixo HPG. Administração pulsátil pode ser benéfica.

Aprovado pela FDA como Factrel para uso diagnóstico da função gonadotrófica e como Lutrepulse para administração pulsátil terapêutica no tratamento de hipogonadismo hipogonadotrófico e infertilidade.

O principal interesse clínico em torno da gonadorelina é restaurar a função do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal (HPG) em quadros de hipogonadismo hipogonadotrófico e infertilidade. Quando administrada de forma pulsátil, mimetiza a secreção endógena de GnRH e induz liberação fisiológica de LH e FSH, com efeitos sobre fertilidade masculina e feminina e sobre indução de ovulação.

Hoje, no Brasil, a gonadorelina é prescrita principalmente em clínicas de reprodução assistida e endocrinologia, em geral via farmácia de manipulação para aplicações off-label como teste diagnóstico da reserva hipofisária e em protocolos de "post-cycle therapy" associados ao uso de esteroides anabolizantes. Possui aprovação da FDA como Factrel (uso diagnóstico) e Lutrepulse (administração pulsátil terapêutica).

No eixo HPG, a gonadorelina é o GnRH endógeno em si, com meia-vida muito curta — útil para estímulo fisiológico pulsátil. Difere do triptorelin (agonista de longa ação que após o flare inicial dessensibiliza e suprime LH/FSH) e do cetrorelix (antagonista, supressão imediata sem flare, padrão em FIV); fica downstream da kisspeptina-10 (que age sobre neurônios hipotalâmicos para induzir a liberação de GnRH); e atua via hipófise, ao contrário do hCG (que mimetiza LH diretamente nas células de Leydig).

Sequência (1 letra): QHWSYGLRPG
Notação estendida: pGlu-His-Trp-Ser-Tyr-Gly-Leu-Arg-Pro-Gly-NH2

O primeiro resíduo é ácido piroglutâmico (pGlu), não glutamina. C-terminal amidado.

Meia-vida

~2-4 minutos

Via de Administração

Subcutânea ou intravenosa

Categoria

Regulação Hormonal

Mecanismo de Ação

  • Estimulação da liberação de LH e FSH pela hipófise anterior
  • Regulação do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal (HPG)
  • Administração pulsátil mimetiza secreção endógena

Protocolo de Dosagem

Dados compilados da literatura. Não constituem recomendação médica.

Parâmetro Valor
Dose 100-200 mcg por injeção
Frequência 2-3 vezes por semana
Timing Qualquer horário do dia
Duração Conforme protocolo de pesquisa

Efeitos Colaterais Reportados

Efeitos adversos descritos na literatura. Gravidade e frequência variam entre indivíduos.

  • Cefaleia
  • Rubor facial
  • Náusea
  • Dor no local da injeção
  • Ondas de calor

Propriedades do Produto

Pureza >99%
Aparência Pó liofilizado branco
Solubilidade Solúvel em água e água bacteriostática
Fonte Síntese química em fase sólida (SPPS)
Armazenamento Liofilizado: -20°C por até 2 anos, 2-8°C por até 6 meses. Reconstituído: 2-8°C por até 4 semanas. Proteger da luz e umidade. Evitar ciclos repetidos de congelamento-descongelamento.

Apresentações e Preparo

Frascos (vials) de Gonadorelin encontrados no mercado de pesquisa:

2 mg5 mg10 mg

Reconstituição

  • Diluente: Água bacteriostática
  • Volume: 2 ml por frasco
  • Injetar o diluente lentamente na parede do frasco
  • Girar suavemente até dissolução completa
  • Nunca agitar

Armazenamento

  • Liofilizado: Refrigerado 2-8°C
  • Reconstituído: Refrigerado 2-8°C (até 30 dias)
  • Proteger da luz direta
  • Não congelar após reconstituição
Calculadora de Reconstituição

Estudos Científicos

Estudos publicados sobre Gonadorelin.

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