Cognitivo e Neuroprotetor

Humanin

Também conhecido como: HN, HNG (S14G-Humanin)

Identificadores Moleculares

Fórmula Molecular

C119H204N34O32S2

Número CAS

330936-69-1

PubChem CID

16131438

Peso Molecular

2687 Da

Visão Geral

Peptídeo derivado do genoma mitocondrial com 24 aminoácidos. Possui potente efeito neuroprotetor e anti-apoptótico. Atua na sensibilização à insulina e na proteção contra doenças neurodegenerativas e estresse metabólico.

O principal interesse clínico em torno da humanina é seu efeito neuroprotetor e anti-apoptótico — proteção contra toxicidade por beta-amiloide, redução do estresse oxidativo e suporte à função mitocondrial. Soma-se a isso uma ação metabólica, com sensibilização à insulina e proteção contra estresse do retículo endoplasmático, o que motiva pesquisa em doenças neurodegenerativas, diabetes tipo 2 e envelhecimento.

Hoje a humanina não tem aprovação regulatória em nenhuma agência (FDA, EMA, ANVISA) e seu uso clínico permanece restrito ao contexto de pesquisa. No Brasil, quando disponível, é dispensada por farmácia de manipulação como uso off-label experimental, em ciclos curtos com administração subcutânea. A variante HNG (S14G-Humanin) possui potência aumentada e é a forma mais estudada em modelos pré-clínicos.

A humanina foi descrita em 2001 a partir de cérebros de pacientes com Alzheimer, sendo a primeira proteína funcional identificada com origem no genoma mitocondrial — o que abriu o campo dos peptídeos mitocondriais derivados (MDPs).

Entre os peptídeos mitocondriais, a humanina é o eixo neuroprotetor/anti-apoptótico do grupo, com foco em Alzheimer e estresse metabólico, em contraste com o MOTS-c (mimético de exercício via AMPK, foco em sensibilidade à insulina) e o SS-31/elamipretida (tetrapeptídeo sintético que liga cardiolipina, foco em cardioproteção). Compartilha com o MOTS-c a categoria de MDP — peptídeo derivado do genoma mitocondrial — e foi o primeiro descrito, estabelecendo o paradigma do qual o MOTS-c veio depois.

Sequência (1 letra): MAPRGFSCLLLLTSEIDLPVKRRA
Notação estendida: Met-Ala-Pro-Arg-Gly-Phe-Ser-Cys-Leu-Leu-Leu-Leu-Thr-Ser-Glu-Ile-Asp-Leu-Pro-Val-Lys-Arg-Arg-Ala

Meia-vida

~30 minutos

Via de Administração

Subcutânea

Categoria

Cognitivo e Neuroprotetor

Mecanismo de Ação

  • Neuroproteção contra toxicidade por beta-amiloide e estresse oxidativo
  • Efeito anti-apoptótico via interação com Bax e IGFBP-3
  • Sensibilização à insulina e melhora metabólica
  • Proteção mitocondrial e manutenção da função bioenergética
  • Redução de inflamação sistêmica e estresse do retículo endoplasmático

Efeitos Colaterais Reportados

Efeitos adversos descritos na literatura. Gravidade e frequência variam entre indivíduos.

  • Dor no local da injeção (leve)
  • Cefaleia (raro)

Propriedades do Produto

Pureza >95%
Aparência Pó liofilizado branco
Solubilidade Solúvel em água e água bacteriostática
Fonte Síntese química em fase sólida (SPPS)
Armazenamento Liofilizado: -20°C por até 2 anos, 2-8°C por até 6 meses. Reconstituído: 2-8°C por até 2 semanas. Proteger da luz e umidade. Evitar ciclos repetidos de congelamento-descongelamento.

Apresentações e Preparo

Frascos (vials) de Humanin encontrados no mercado de pesquisa:

5 mg10 mg15 mg20 mg

Reconstituição

  • Diluente: Água bacteriostática
  • Volume: 2 ml por frasco
  • Injetar o diluente lentamente na parede do frasco
  • Girar suavemente até dissolução completa
  • Nunca agitar

Armazenamento

  • Liofilizado: -20°C ou refrigerado 2-8°C
  • Reconstituído: Refrigerado 2-8°C (até 14 dias)
  • Proteger da luz direta
  • Não congelar após reconstituição
  • Peptídeo sensível — armazenar em temperatura estável
Calculadora de Reconstituição

Estudos Científicos

Estudos publicados sobre Humanin.

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